
Brasília — 9 de agosto de 2026. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que tentar desacreditar o sistema eleitoral brasileiro pode afastar o eleitor das urnas e enfraquecer a participação popular no processo democrático.
A declaração foi publicada neste domingo (9) pelo UOL, em reportagem da Agência Estado, em meio às discussões sobre a segurança das urnas eletrônicas e à preparação da Justiça Eleitoral para as eleições de 2026. A publicação foi disponibilizada às 10h31.
Segundo Nunes Marques, o sistema de votação brasileiro construiu sua credibilidade ao longo de três décadas por meio do aperfeiçoamento tecnológico e da adoção de mecanismos de fiscalização e auditoria.
“Ao longo de três décadas, o sistema de votação brasileiro consolidou a sua credibilidade por meio do aperfeiçoamento tecnológico e de mecanismos de fiscalização e de auditoria, garantindo transparência ao resultado das urnas”, afirmou o presidente do TSE.
Na avaliação do ministro, questionamentos que colocam em dúvida a segurança do processo eleitoral podem provocar desconfiança entre os eleitores e reduzir a participação nas eleições.
“Desacreditar o sistema de votação brasileiro é desconvidar o eleitor brasileiro a participar da maior festa democrática do Brasil”, declarou Nunes Marques.
A manifestação do presidente do TSE acontece após uma semana marcada por ações da Justiça Eleitoral destinadas a reforçar a transparência e a segurança do processo eleitoral.
Segundo a Folha de S.Paulo, a declaração de Nunes Marques ocorre também na esteira de recentes manifestações do senador Flávio Bolsonaro (PL), que levantaram questionamentos sobre as urnas eletrônicas e foram contestadas pelo próprio TSE.
O tribunal vem adotando medidas para ampliar a comunicação com a sociedade e combater a desinformação relacionada às eleições. Entre as iniciativas estão parcerias com plataformas digitais e mecanismos específicos para identificação e enfrentamento de conteúdos falsos sobre o processo eleitoral.
A preocupação com a confiabilidade do sistema eleitoral ganhou novo peso em 2026, ano de eleições gerais no Brasil. Os eleitores irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais.
Nunes Marques tem defendido que a fiscalização e a transparência são elementos fundamentais para garantir a confiança da população no resultado das eleições.
A posição do presidente do TSE reforça a estratégia da Justiça Eleitoral de preservar a credibilidade das urnas e, ao mesmo tempo, estimular a participação dos brasileiros no processo democrático.
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