
Um levantamento exclusivo do g1 revela que 336 homens são atualmente procurados pela Justiça por crimes de feminicídio e tentativa de feminicídio no Brasil, mas continuam em liberdade. Todos eles têm mandados de prisão em aberto, o que significa que deveriam estar presos, mas ainda não foram localizados ou detidos pelas autoridades.
A maior parte dos mandados é de prisão preventiva, expedida quando o suspeito já foi identificado e precisa ser preso durante o andamento do processo judicial. Em 19 casos, a situação é ainda mais grave: os réus já foram condenados em definitivo, com sentença transitada em julgado, sem possibilidade de recurso, e deveriam estar cumprindo pena.
Entre os nomes da lista estão acusados de crimes brutais, alguns deles incluídos entre os mais procurados do país.
O levantamento mostra que a maior concentração de procurados está em quatro estados:
São Paulo: 108 homens procurados
Bahia: 32
Maranhão: 28
Pará: 27
Os dados têm como base o Banco Nacional de Medidas Penais e Mandados de Prisão (BNMP), mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Segundo a apuração do g1, os crimes mapeados ocorreram ao longo de mais de duas décadas, desde o fim dos anos 1990 até 2023. A base de dados inclui tanto casos de feminicídio consumado quanto tentativas de assassinato.
Na maioria das ocorrências, os suspeitos ou autores já foram identificados, mas os mandados de prisão seguem sem cumprimento, evidenciando falhas na execução das decisões judiciais e no sistema de captura de foragidos.
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