
A disputa pelo Governo do Tocantins já vive clima de contagem regressiva. Com a eleição marcada para a primeira semana de outubro, a pré-campanha se intensifica e reúne apenas nomes experientes da política estadual. Até o momento, nenhum estreante aparece no cenário: todos os pré-candidatos possuem trajetória consolidada, mandatos eletivos e expressiva votação em suas carreiras.
No campo governista, dois nomes disputam diretamente o apoio do Palácio Araguaia, atualmente administrado pelo governador Wanderlei Barbosa (Republicanos). A senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil) e o deputado estadual Amélio Cayres (Republicanos) buscam o respaldo do governo estadual para fortalecer suas pré-candidaturas.
Presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins, Amélio Cayres voltou a defender publicamente sua pré-candidatura ao Governo do Estado. À frente do Parlamento estadual, o deputado comanda uma estrutura de grande peso político e orçamentário, o que lhe garante visibilidade e articulação. Ainda assim, pesquisas recentes indicam dificuldades na aceitação popular, colocando-o atrás da senadora Dorinha, que aparece liderando as intenções de voto nas últimas amostras divulgadas.
Nos últimos dias, novos nomes passaram a compor o cenário da disputa. O deputado federal Vicentinho Júnior anunciou sua pré-candidatura ao Palácio Araguaia e afirmou que pode concorrer pelo PSDB. Outro nome recorrente é o do ex-senador Ataídes Oliveira, que vem reafirmando em suas redes sociais a intenção de disputar o governo estadual.
Também retorna ao debate o ex-governador Mauro Carlesse. Em entrevista concedida no ano passado ao radialista Vidal Moreno, Carlesse declarou que pretende concorrer novamente ao cargo. Recentemente, ganhou ampla repercussão a informação de que o ex-governador deixou o partido Agir para se filiar a uma legenda considerada mais robusta, buscando fortalecer sua posição na corrida eleitoral.
Entre os pré-candidatos citados, Ataídes Oliveira é o que possui menor tempo de mandato eletivo. Ele assumiu o Senado como suplente após o falecimento do senador João Ribeiro, mas não conseguiu se reeleger. Já Laurez Moreira, com extensa trajetória política, ocupou o cargo de governador interino por cerca de três meses. Apesar da visibilidade do posto, não obteve crescimento significativo nas pesquisas durante o período.
O cenário aponta para uma disputa ampla e competitiva, com nomes fortes e experientes, o que aumenta o número de opções para o eleitor tocantinense. Em uma democracia, a diversidade de candidaturas fortalece o debate público e amplia as possibilidades de escolha da população.
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