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Mais uma vítima de desabamento da ponte encontrada

Corpo de vítima encontrada no rio Tocantins

Redação
Por: Redação
08/01/2025 às 16h27
Mais uma vítima de desabamento da ponte encontrada

Alessandra do Socorro Ribeiro viajava com o marido e o neto, que continuam desaparecidos

A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou, em nota divulgada na noite desta terça-feira (7), que a Perícia Oficial confirmou a identidade da 14ª vítima do desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na divisa entre o Maranhão e o Tocantins, ocorrido no dia 22 de dezembro.

 

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Trata-se de Alessandra do Socorro Ribeiro, de 40 anos, natural de Palmas, no Tocantins, que foi identificada por meio de exame de DNA no Instituto de Análise Forense (IGF), em São Luís. De acordo com a Marinha do Brasil, 14 pessoas morreram na tragédia, e outras três seguem desaparecidas. 

 

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Alessandra Ribeiro viajava com o marido, Salmon Alves Santos, de 65 anos, e o neto, Felipe Giuvannuci, de 10 anos, em uma caminhonete S10, cor preta e placa QWA 1456, quando a ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira desabou. De acordo com informações da SSP-MA, os corpos do marido e do neto de Alessandra continuam desaparecidos no Rio Tocantins.

 

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O corpo de Alessandra Ribeiro foi resgatado do Rio Tocantins na última sexta-feira (5) e encaminhado para a Perícia Oficial na cidade de Imperatriz, a 125 km de Estreito, onde ocorreu a queda da ponte. Por causa do grau de decomposição em que se encontrava, após ter ficado submerso no rio por muito tempo, a identificação da vítima só foi possível por meio de exame de DNA.

 

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O material genético para a identificação do corpo de Alessandra Ribeiro foi colhido pela equipe do Instituto de Criminalística de Imperatriz e encaminhado para o Instituto de Genética Forense (IGF), em São Luís. Devido às condições climáticas, a aeronave do Centro Tático Aéreo (CTA) não conseguiu decolar, e as amostras foram encaminhadas para São Luís no último domingo (5), em uma viatura da Perícia Oficial.

 

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Vítimas localizadas e resgatadas

-Lorena Ribeiro Rodrigues, de 25 anos, era natural de Estreito (MA) mas morava em Aguiarnópolis (TO). O corpo dela foi localizado no domingo (22);

-Lorranny Sidrone de Jesus, de 11 anos. O corpo dela foi localizado na terça-feira (24). Ela estava em um caminhão que transportava portas de MDF, que saiu de Dom Eliseu (PA) e que caiu no rio Tocantins;

-Kécio Francisco Santos Lopes, de 42 anos. O corpo dele foi localizado na terça-feira (24). Segundo a Secretaria de Segurança Pública, ele era o motorista do caminhão de defensivos agrícolas;

-Andreia Maria de Souza, de 45 anos. O corpo foi encontrado na terça-feira (24). Ela era motorista de um dos caminhões que carregavam ácido sulfúrico;

-Anisio Padilha Soares, de 43 anos. O corpo dele foi localizado na quarta-feira (25);

-Silvana dos Santos Rocha Soares, de 53 anos. O corpo dela foi localizado na quarta-feira (25);

-Elisangela Santos das Chagas, de 50 anos. O corpo dela foi encontrado por mergulhadores na manhã da quinta-feira (26). Ela estava em uma caminhonete, junto com o marido, o vereador Alison Gomes Carneiro (PSD);

-Rosimarina da Silva Carvalho, de 48 anos. O corpo dela foi localizado também na quinta (26);

-Alison Gomes Carneiro, de 57 anos. O vereador do PSD teve o corpo localizado na manhã de domingo (29). Ele estava na caminhonete com a esposa, Elisangela Santos, que também morreu na tragédia.

-Cássia de Sousa Tavares, de 34 anos. O corpo dela foi retirado do rio na terça-feira (31) e estava dentro de um veículo. Ela viajava com a filha, Cecília de três anos e o marido, Jairo Silva Rodrigues. Apenas ele sobreviveu a tragédia.

-Cecília Tavares Rodrigues, de 3 anos. O corpo dela foi retirado do rio na terça-feira (31). A menina viajava com a mãe, Cássia e com o pai, Jairo Silva Rodrigues.

-Beroaldo dos Santos, de 56 anos. O corpo foi localizado em uma cabine de um caminhão. A vítima foi retirada da água no fim da manhã de quarta-feira (1º).

-Marçon Glei Ferreira, de 42 anos. O corpo dele foi encontrado no rio Tocantins, na manhã de sexta-feira (3).

-Alessandra do Socorro Ribeiro, de 40 anos. O corpo dela foi encontrado no Rio Tocantins na manhã de sábado (4).

 

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Retirada de cargas

As cargas do caminhão e das bombonas com agrotóxicos que estão no fundo do rio Tocantins, após o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, podem começar a ser retiradas na tarde desta terça-feira (7), segundo informações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Uma empresa contratada pelo dono da carga será responsável pela retirada.

 

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Uma equipe da Emergência Ambiental do Ibama vai acompanhar o trabalho de retirada do material. O processo dependerá das condições climáticas da região para que as cargas sejam totalmente retiradas do rio Tocantins. De acordo com o Ibama, um caminhão com ao menos três tipos de agrotóxicos caíram no rio Tocantins. Dois caminhões carregavam ácido sulfúrico e ao menos um caminhão tinha uma carga de agrotóxicos.

 

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Buscas por desaparecidos

A Marinha informou que, se até o fim desta terça-feira (7) a Força-Tarefa não descobrir novos indícios que levem à localização dos últimos desaparecidos após o colapso da Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, as operações de buscas serão suspensas.

 

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De acordo com o órgão, os trabalhos de busca poderão ser retomados “caso surjam novas informações concretas que contribuam para a localização das vítimas”, diz nota.

 

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A Marinha acrescentou que a Força-Tarefa de busca e resgate às vítimas do desabamento da ponte entre os municípios de Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO) iniciou, desde o domingo (5), nova varredura minuciosa no leito do Rio Tocantins, abrangendo a área sob a ponte e suas adjacências. 

 

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Ainda segundo a nota da Marinha, as operações contam com a utilização de embarcações, drones subaquáticos e aéreos, além do empenho de uma equipe de 64 mergulhadores especializados, composta por militares da Marinha do Brasil, Corpos de Bombeiros dos estados do Maranhão, Tocantins, Pará, São Paulo e Distrito Federal, com o apoio de instituições como a Petrobras/Transpetro.

 

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Desde o início das operações, a Força-Tarefa concentrou esforços nas áreas com maior probabilidade de localização das vítimas, especialmente nas proximidades dos veículos e escombros. Até o momento, das 17 pessoas desaparecidas, foram confirmadas 14 mortes, e houve ainda o resgate de um sobrevivente. Atualmente, três pessoas seguem desaparecidas. 

 

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Vazamento em tanques com ácido sulfúrico

Nessa segunda-feira (6) o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) informou que os tanques com ácido sulfúrico no leito do rio Tocantins apresentaram um pequeno vazamento. Não há a confirmação exata do quanto vazou, porém o volume derramado ainda não gera grandes preocupações.

 

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Ao todo, são 76 toneladas de ácido sulfúrico que caíram no rio, junto com caminhões, após o desabamento da ponte JK no dia 22 de dezembro de 2024.

 

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Se todo o ácido fosse derramado no rio, haveria um grande dano ambiental. Mas, até o final de 2024, a informação oficial era que a carga tinha ficado intacta no fundo do rio, de acordo com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Maranhão (Sema).

 

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No entanto, desde o dia 1º de janeiro há a suspeita de que parte do ácido foi derramado no rio e a confirmação veio por mergulhadores das empresas contratadas para retirar a carga, segundo o Ibama. A suspeita é que as correntezas do rio podem ter provocado o vazamento.

 

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Apesar do susto, o Ibama informou que a carga derramada já teria sido diluída na água e não apresenta grandes preocupações. Ainda assim, o risco de dano ambiental só será totalmente eliminado após a retirada dos tanques do rio, o que pode levar até 1 mês, por causa da dificuldade na operação e outros fatores, como a prioridade dada ao resgate dos desaparecidos.

 

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Tragédia em Estreito

No dia 22 de dezembro, a Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que liga os municípios de Estreito, no Maranhão, e Aguiarnópolis, no Tocantins, desabou sobre o Rio Tocantins, causando um grande susto na população da região. O caso aconteceu por volta das 15h e, segundo moradores locais, haviam três caminhões sobre a estrutura no momento da queda.

Fonte: 'Imirante'

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