
O senador Irajá Abreu (PSD) anunciou que não disputará a reeleição ao Senado Federal nas eleições de 2026. A decisão foi comunicada após o parlamentar afirmar que sua pré-candidatura não constou na ata da convenção estadual do partido, episódio que evidenciou o clima de tensão e os impasses internos vividos pelo PSD no Tocantins.
O PSD no Tocantins é presidido por Laurez Moreira, que também foi oficializado como candidato ao Governo do Estado pela legenda. Segundo Irajá, a ausência de seu nome na ata da convenção foi determinante para a decisão de retirar sua candidatura à reeleição, encerrando um ciclo de indefinições sobre sua participação no pleito.
Em carta aberta aos tocantinenses, o senador afirmou que a decisão foi difícil, mas motivada pelo desfecho das discussões internas da sigla. O episódio expôs o desgaste político entre o parlamentar e a direção estadual do partido em um momento decisivo da campanha eleitoral.
Após o anúncio, o PSD divulgou nota afirmando que a exclusão do nome de Irajá da ata ocorreu em atendimento a um ofício encaminhado pelo próprio senador antes da convenção. O partido sustenta ainda que a vaga ao Senado permaneceu reservada para o parlamentar até o prazo legal para registro das candidaturas.
A desistência de Irajá altera o cenário da disputa pelas duas vagas ao Senado no Tocantins e amplia as especulações sobre os próximos movimentos políticos do PSD e de seus aliados durante a campanha eleitoral. Com isso, o partido, liderado por Laurez Moreira,.Com a desistência de Irajá Abreu da disputa pela reeleição, a chapa liderada por Laurez Moreira (PSD) passa a ter como candidato ao Senado Paulo Mourão (PT), nome indicado pela Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), que integra a coligação Pra Frente Tocantins. A saída de Irajá encerra um período de indefinições dentro do PSD e fortalece a composição majoritária já homologada pela aliança partidária.


