
Morreu neste sábado (27), aos 85 anos, Moisés Avelino (MDB), ex-governador do Tocantins e uma das figuras mais importantes da história política do estado. Ele estava internado desde o início de dezembro em um hospital particular de Palmas. A morte foi confirmada por familiares, e a causa não foi divulgada.
Reconhecido como um dos responsáveis pela consolidação política e administrativa do Tocantins nos primeiros anos após a criação do estado, Moisés Avelino construiu uma trajetória marcada pela atuação no Executivo e no Legislativo, além de uma forte ligação com os municípios do interior.
O atual governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), lamentou a morte e destacou o legado deixado por Avelino. Em nota publicada nas redes sociais, afirmou que o ex-governador foi “um homem público dedicado que ajudou a construir os alicerces do Tocantins”.
Médico e empresário, Moisés Avelino filiou-se ao MDB em 1981, partido ao qual permaneceu até o fim da vida. Filho de Antônio Luiz Avelino, ex-prefeito de Santa Filomena (PI), teve contato com a política desde cedo, o que influenciou sua atuação pública ao longo dos anos.
Avelino iniciou sua carreira eletiva como prefeito de Paraíso do Tocantins, eleito pela primeira vez em 1983. No município, onde também mantinha empresa no setor agropecuário, consolidou uma base política sólida e duradoura. Décadas depois, retornou à prefeitura, governando a cidade entre 2013 e 2021, após vencer as eleições de 2012 e ser reeleito em 2016.
No cenário estadual, Moisés Avelino entrou para a história como o segundo governador do Tocantins, exercendo papel fundamental na organização administrativa do novo estado, criado em 1988. Antes disso, também atuou como deputado federal, defendendo pautas ligadas ao desenvolvimento regional, à infraestrutura e ao fortalecimento institucional do Tocantins.
Ao longo de sua vida pública, Avelino foi reconhecido pela capacidade de articulação política, pela defesa dos municípios e pelo compromisso com a consolidação do estado ainda em seus primeiros anos. Sua morte representa o encerramento de um capítulo importante da política tocantinense, deixando um legado que atravessa gerações e diferentes esferas do poder público.
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