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23 policiais militares são presos por suspeita de envolvimento na Chacina de Miracema

Decisão da Justiça atinge agentes investigados pela morte de sete pessoas em Tocantins; caso chocou o estado e ganhou repercussão nacional

Redação
Por: Redação
08/05/2026 às 22h58
23 policiais militares são presos por suspeita de envolvimento na Chacina de Miracema
Foto divulgação

O Colegiado de Juízes da 1ª Vara Criminal de Miracema do Tocantins determinou a prisão preventiva de 23 policiais militares investigados por suposto envolvimento na chamada Chacina de Miracema, crime que resultou na morte de sete pessoas em fevereiro de 2022.

Os militares se apresentaram nesta sexta-feira (8) na sede do Comando-Geral da Polícia Militar, em Palmas. A apresentação foi articulada entre o Ministério Público do Tocantins (MPTO) e o comando da corporação. Após os procedimentos iniciais, os policiais devem ser encaminhados para a Delegacia-Geral da Polícia Civil.

O caso teve início após a morte do policial militar Anamon Rodrigues de Sousa, durante um confronto em uma plantação de mandioca na noite de 4 de fevereiro de 2022, em Miracema do Tocantins.

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Horas depois, Valbiano Marinho da Silva foi executado dentro da própria residência, sob suspeita de participação na morte do policial. Na madrugada do dia seguinte, a violência aumentou ainda mais quando cerca de 15 homens encapuzados invadiram uma delegacia e assassinaram Manoel Soares da Silva e Edson Marinho da Silva, pai e irmão de Valbiano.

A sequência de mortes continuou no dia seguinte, quando outros três corpos foram encontrados no loteamento Jardim Buriti. As vítimas foram identificadas como Aprígio Feitosa da Luz, de 24 anos, Gabriel Alves Coelho, de 21 anos, e Pedro Henrique de Sousa Rodrigues, de 18 anos.

A chacina causou forte repercussão no Tocantins e levantou questionamentos sobre abuso de poder, execução sumária e atuação de grupos armados ligados à segurança pública. As investigações seguem em andamento para apurar a participação de cada um dos envolvidos no caso.

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