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Vereadora denuncia agressão durante fiscalização e cobra respeito ao papel do Legislativo

Rosânia de Riba afirma ter sido atacada ao investigar denúncia de uso de máquinas públicas em fazenda ligada ao prefeito; caso reacende debate sobre abuso de poder e limites da autoridade pública.

Redação
Por: Redação
08/05/2026 às 10h06 Atualizada em 08/05/2026 às 11h33
Vereadora denuncia agressão durante fiscalização e cobra respeito ao papel do Legislativo
Foto divulgação

A denúncia envolvendo a vereadora Rosânia de Riba e o prefeito Fábio da Farmácia cidade de Paranã , que fica localizada a 252 de Palmas, ganhou forte repercussão e reacendeu o debate sobre abuso de poder e o respeito ao papel fiscalizador do Legislativo municipal. Segundo a parlamentar, ela teria sido agredida durante uma fiscalização em uma fazenda ligada ao gestor após denúncia de suposto uso de máquinas públicas em propriedade particular.

De acordo com Rosânia, a visita ao local aconteceu após uma denúncia anônima informar que equipamentos públicos estariam sendo utilizados na fazenda do prefeito. A vereadora afirmou que acionou a polícia antes de seguir para o local acompanhada do filho e de um amigo.

Segundo o relato da parlamentar, o prefeito chegou pouco tempo depois e teria reagido de forma agressiva ao perceber a presença da equipe no local. Rosânia afirma que houve discussão, agressões físicas e ameaças. Ela relata ainda que realizou exame de corpo de delito e registrou boletim de ocorrência.

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O prefeito, por outro lado, nega as acusações e apresentou sua própria versão sobre o episódio. O caso deverá ser apurado pelas autoridades competentes.

O episódio levanta um debate importante sobre o papel constitucional dos vereadores, que têm como uma de suas principais funções fiscalizar o uso do dinheiro público e acompanhar ações do Executivo municipal. Especialistas destacam que a atividade fiscalizatória é garantida por lei e faz parte do funcionamento democrático das instituições.

Casos como esse também evidenciam uma realidade ainda presente em muitos municípios brasileiros: gestores que confundem o cargo público com propriedade pessoal. Prefeitura não é extensão de fazenda particular, nem instrumento de interesses individuais. O prefeito é servidor público e deve satisfação à população.

Em uma democracia, divergências políticas não podem ultrapassar os limites do respeito institucional. O vereador não é inimigo do prefeito — é representante do povo e fiscal legítimo dos atos do Executivo. Quando há denúncias sobre uso da máquina pública, cabe investigação séria, transparência e responsabilidade, nunca intimidação ou violência.

O caso segue repercutindo nas redes sociais e no meio político, enquanto a população aguarda esclarecimentos e providências das autoridades.

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