O empresário Adair Antônio de Freitas Meira, de 63 anos, presidente da Fundação Pró-Cerrado e fundador do Sistema Sagres de Comunicação, foi preso em Goiás durante uma operação da Polícia Civil de São Paulo que investiga um esquema de lavagem de dinheiro associado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Batizada de Operação Contaminatio, a ação cumpriu mandados em diferentes estados e resultou na prisão de outros cinco suspeitos em Goiás, Distrito Federal, Paraná e São Paulo. As investigações apontam que o grupo teria movimentado milhões de reais para abastecer atividades da organização criminosa.
Segundo apuração do jornalista Márcio Leijoto, do jornal O Popular, Adair é suspeito de utilizar empresas e entidades ligadas ao seu nome para lavar recursos ilícitos. O esquema também envolveria uma fintech criada por João Gabriel de Melo Yamawaki, apontado pela polícia como integrante do PCC.
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Em entrevista à TV Anhanguera, a defesa do empresário afirmou que ele não possui vínculos estatutários, não exerce funções executivas nem integra conselhos das entidades citadas. O advogado também negou qualquer ligação de Adair ou das instituições com organizações criminosas ou agentes políticos, destacando que o cliente está colaborando com as autoridades.
Adair foi preso na última segunda-feira (27) e encaminhado à Casa do Albergado, em Goiânia, onde permanecia detido até a última atualização desta reportagem, conforme informou a Polícia Penal.
A Fundação Pró-Cerrado, fundada em 1994 na capital goiana, é uma das instituições ligadas ao nome do empresário. As investigações seguem em andamento.