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O Espetáculo do Like e a Crise da Gestão Pública de ITAGUATINS 

É preocupante observar como a política, em muitos municípios, deixou de ser um exercício de gestão para se transformar em um reality show de conveniência.

Redação
Por: Redação
29/04/2026 às 11h54 Atualizada em 29/04/2026 às 12h44
O Espetáculo do Like e a Crise da Gestão Pública de ITAGUATINS 
Foto Divulgação

Por Luciane Neres

O Espetáculo do Like e a Crise da Gestão Pública de ITAGUATINS 

​É preocupante observar como a política, em muitos municípios, deixou de ser um exercício de gestão para se transformar em um reality show de conveniência. O embate recente entre a gestão de Vitor da Reis e o papel fiscalizador do Vereador Cley (e de outros parlamentares) revela um sintoma grave: a tentativa de silenciar a fiscalização através do deboche e da propaganda digital.

​A função primordial de um vereador, garantida pela Constituição, é fiscalizar o Executivo. Quando um prefeito utiliza suas redes sociais para desmerecer essa cobrança, ele não está apenas atacando um adversário político; ele está desrespeitando a própria democracia.
​Fiscalizar não é "atrapalhar": É o mecanismo que garante que o dinheiro público não seja desperdiçado.
​Cobrar não é "perseguir": É o dever de quem foi eleito para representar a voz do povo dentro da Câmara.

​Enquanto a gestão investe tempo e recursos em manter uma vitrine impecável nas redes sociais, a vida real acontece fora das telas. Postagens editadas e narrativas de "perseguição" não substituem a eficiência que se espera de quem ocupa a cadeira de prefeito. O governante que gasta mais energia tentando ridicularizar autoridades do que apresentando soluções, acaba transformando a prefeitura em uma agência de publicidade particular.
​"O dinheiro público exige transparência, não filtros de Instagram. A autoridade que foge da fiscalização ou tenta transformá-la em piada demonstra, no mínimo, insegurança sobre os próprios atos."

​A tentativa de transformar o trabalho sério em motivo de chacota está perdendo a validade. A população não é boba. O cidadão percebe quando o "barulho" digital serve apenas como cortina de fumaça para a ausência de trabalho concreto.
​Parabenizar quem exerce o papel de cobrança — como o Vereador Cley e demais colegas — é reconhecer que o patrimônio da cidade pertence ao povo, e não ao gestor de turno. O prefeito trabalha para a cidade; o vereador fiscaliza para o povo. Inverter essa lógica é o primeiro passo para o autoritarismo e para a má gestão.
​Menos posts, mais trabalho. Menos deboche, mais transparência. É o mínimo que se espera de quem foi eleito para cuidar de uma cidade. Fui Vereadora e sei o quanto esse papel é de suma importância, somos nós, o para-choque da sociedade, vamos cobrar sempre que preciso for.

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Luciane Neres

Ex Vereadora , ex-presidente da câmara ex  secretária de Governo municipal, atual servidora pública estadual 

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