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Izalci critica declarações de Haddad sobre política econômica

O senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou em pronunciamento nesta segunda-feira (3) a recente declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de ...

03/06/2024 às 17h20
Por: Redação Fonte: Agência Senado
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 - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
- Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O senador Izalci Lucas (PL-DF) criticou em pronunciamento nesta segunda-feira (3) a recente declaração do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que “fantasminhas” estão fazendo a cabeça das pessoas e prejudicando o plano de desenvolvimento do país. Para o senador, essa frase, dita perante a Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, é uma tentativa de justificar o que o parlamentar considera a desordem econômica atual:

— A queixa do ministro [Fernando Haddad] de que o mercado é influenciado por forças invisíveis, sugerindo a presença de espíritos que perturbam o progresso econômico, é no mínimo uma viagem ou ilusão de quem faz algumas viagens mentais esquisitas. O ministro sabe que a realidade é que o mercado financeiro não é movido por fantasmas, e, sim, por decisões e políticas concretas, que, quando mal geridas, resultam desastres previsíveis. As palavras de Haddad, longe de acalmar os ânimos, lançaram mais lenha na fogueira da desconfiança do mercado.

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Izalci apontou como problemas graves o déficit nas contas públicas e o aumento da dívida do país. E ressaltou que as medidas adotadas pelo governo são apenas "ilusões temporárias", por não abordarem os problemas estruturais do país. O senador também condenou a revisão da política fiscal, que está sendo alterada para afrouxar as metas de controle inicialmente estabelecidas, e manifestou dúvidas sobre a capacidade do governo de manter as contas dentro dos limites fixados.

— O discurso do presidente [Lula] é mentiroso. Tenta minimizar o problema apontado para a folga permitida pelo arcabouço fiscal. Isso é, acima de tudo, crime. É mentira e engano. É um tapa na cara da realidade econômica do país. A dívida bruta, que, há uma década, era menor do que 60% do PIB [Produto Interno Bruto], agora já atinge alarmantes 74,4%. Se continuar nesse ritmo, o Brasil enfrentará sérias consequências nas taxas de juros, câmbio e crescimento econômico. A credibilidade da política fiscal, outrora mais robusta, está em declínio — alertou.

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